Fechei uma parceria com o Prof. Dornelas, maior especialista em empreendedorismo no Brasil para trocarmos conteúdos, pesquisas e soluções. Dornelas tem diversos livros publicados e um portal muito interessante para qualquer empreendedor que esteja começando – www.planodenegocios.com.br . Para começar segue um artigo dele que é uma questão sem dúvida pertinente a qualquer empreendedor: É possível empreender sem ter dinheiro?
Minha primeira empresa fiz com R$ 0, a Triad foi diferente. Eu acho que há sim um equilíbrio nessa questão, mas vamos ao artigo:
Se você perguntar a um empreendedor qual a principal dificuldade de se criar e manter um negócio no Brasil a resposta que ouvirá será: acesso ao capital. Eu diria que o acesso a recursos realmente não é simples no nosso país, mas não considero que este seja o principal problema ou dificuldade para fazer acontecer. Existem outros empecilhos, alguns dos quais criados pelos próprios empreendedores. Para aqueles que acompanham meus textos sabem que o planejamento, ou a falta dele, sempre aparece nas pesquisas como o principal fator relacionado ao sucesso ou fracasso de um negócio.
Mas voltando à questão de acesso ao capital, hoje em dia existem diversas alternativas para se conseguir recursos, até a “fundo perdido”, para você estruturar e desenvolver sua empresa. A premissa continua sendo a mesma: os projetos devem focar em inovação para terem chances de acessar tais recursos. As linhas existentes geralmente são provenientes de agências governamentais estaduais e do governo federal, sendo destinadas para capacitação de pessoal, pesquisa e desenvolvimento, acesso ao mercado e outras finalidades.![]()
De todas as linhas, as mais atraentes são as destinadas a empresas inovadoras e que não exigem contrapartida significativa. Isso já é um diferencial considerável, haja vista que para a maioria dos empreendedores, conseguir dinheiro em bancos significa oferecer alguma garantia real como contrapartida. Indo direto ao ponto, vou citar apenas três bons exemplos.
Um deles é o projeto RHAE do Ministério da Ciência e Tecnologia e ligado ao CNPq. Através deste projeto, micro e pequenas empresas inovadoras conseguem bolsas para pagar seus funcionários envolvidos nas atividades de pesquisa e desenvolvimento. É como se o governo pagasse o salário de gente muito qualificada para trabalhar em sua empresa. Outro exemplo é o projeto PIPE da Fapesp de São Paulo (existem similares em outros estados da federação). No PIPE a empresa não precisa nem estar criada ainda para que o empreendedor submeta seu plano de negócios com vistas a conseguir os recursos para validar seu projeto inovador e depois colocá-lo no mercado. Há a possibilidade de se conseguir até R$500mil para projetos inovadores no PIPE. Cabe ressaltar novamente que não se trata de empréstimo e sim de aporte financeiro do governo em empresas inovadoras.
Finalmente, cabe citar um exemplo recente decorrente da Lei de Inovação. Trata-se de uma chamada pública da FINEP de subvenção econômica à inovação. Através desta linha de fomento pode-se conseguir a partir de R$300mil para desenvolver projetos inovadores em micro e pequenas empresas.
Então, podemos concluir que se você tem um projeto de negócio inovador encontrará alternativas de investimento para fazê-lo sair do papel. Apesar das grandes dificuldades encontradas para as empresas acessarem recursos financeiros no país, estes exemplos podem ser considerados alternativas extremamente interessantes. A premissa continua sendo a mesma: você deve propor algo diferente. Não adianta recorrer a estas fontes de recursos para projetos tradicionais e em mercados já saturados por negócios similares.
É isso aí.
Para obter mais informações acesse os sites www.finep.gov.br, www.cnpq.br, e www.fapesp.br
Se você quer saber mais sobre como empreender sem dinheiro, leia o livro Empreenda (quase) sem dinheiro.
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Christian Barbosa,
Concordo com o ponte de vista que o acesso ao capital é um dos problemas centrais para um empreendedor, mas gostaria de frisar a dificuldade em comercializar um produto no mercado brasileiro. Imagine que um empreendedor tenha um produto de escala nacional e que seus clientes são empresas privadas de grandes porte ou multi nacionais. Diante disso, tenho percebido que há uma resistência no mercado para a apresentação do mesmo.
Se o empreendedor tem uma inovação, como ele poderia facilmente mostrar às empresas de interesse de modo que essas possam ouvi-lo com mais atenção.
Uma das possíveis causas seria a falta de informação e instruções, onde e como buscar ajuda para a comercialização e entrada no mercado das grandes empresas.
Romulo,
Esse artigo não é de minha autoria é do Professor José Dornelas.
Agora no meu ponto de vista é realmente difícil para o pequeno vender para a grande. Quando comecei a Triad eu falei que queria atender as 1000 maiores empresas do País, penei muito. Hoje temos quase 60% dessas empresas em nossos clientes, mas no começo sem dúvida é muito difícil para o empreendedor, principalmente se não tiver uma boa estratégia de entrada.
tenho um projeto no Finep, não é exatamente sem dinheiro, eles cobrem tudo, porém o edital é complicado para simples mortais, tive uma imensa dificuldade em preencher, depois do projeto aprovado, descobri coisas que estavam no edital e me passaram despercebidas, como eles cobrem pesquisadores. Outra todo material deve ser preenchido em um campo e os impostos disso em outro.
Outro fator que dificulta, é o encaixe no tema, o tema é fator exclusivo, se você tiver um projeto ótimo pode ser negado se não forem nas áreas de concentração determinado pelo FINEP.