Ganhei da minha nova Editora (Agir – Ediouro) o livro STARTUP da Jéssica Livingston que é um conjunto de entrevistas sobre algumas empresas que começaram como Start Ups e acabaram se transformando em grandes sucessos empresariais. As entrevistas foram feitas com empreendedores como:![]()
As histórias são bem legais, tem coisas interessantes, como por exemplo a origem do botão “OK” do Windows, que era na versão original era “Do It”, mas devido a péssima qualidade gráfica parecia “Dolt (bobo)” e não deu muito certo. Conta também as experiências de alguns empreendedores com seus sócios ou com investidores.
Pelo meu ponto de vista existem alguns fatores que fizeram esses caras darem muito certo, óbvio que não são regras de sucesso (existem muitas exceções em cada uma delas), mas são estratégias que eles usaram como forma de alavancar suas empresas.
1 – Lugar Certo – Nessa minha ida para NY, conversei com muitos investidores, caras que tem grandes e conhecidos sites na mão. Vários foram categóricos em afirmar: “você conhece algum grande site da Internet que não tenha saído ou comprado por alguém aqui dos EUA??”
Na hora você fica meio revoltado, mas é a pura e absoluta verdade! Estou fazendo projetos para web desde 1995, lancei um dos primeiros CMS no mundo, fui investidor ou tive acesso a projetos web fantásticos de grandes visionários. Fui dono de produtora web, agência web, vi empresas quebrarem no estouro da bolha (junto com a minha), ganhei dinheiro de verdade com web, junto com mais um monte de gente aqui no Brasil.
Tudo muito legal, mas você é capaz de me dizer algum projeto 100%
Brasileiro que tenha acontecido no mundo? Como um Google, Youtube, LinkedIn, Facebook, Ebay, Twitter, etc??? Por que isso não aconteceu?
Eu acho que somos tão empreendedores ou até mais que os americanos, temos uma capacidade técnica igual ou superior, somos criativos, temos jogo de cintura e mais um monte de coisas que eles não tem. Fizemos grandes sites no Brasil, mas raramente eles cresceram além das nossas fronteiras.
Esses empreendedores do livro STARTUP estavam no lugar certo (EUA)! Lugar que pessoas de Venture Capital acreditaram em seus negócios, lugar que os usuários tem cultura de Internet na cabeça, lugar que concentra o maior volume de visionários pensando em mudar o mundo através da Internet. Lugar do Vale do Silício, da Apple, da Microsoft, do Google. Lugar de “seres” que se auto-protegem por se acharem os melhores do mundo.
Em uma reunião que tive, ouvi de um dos maiores investidores americanos de Internet: “seu projeto é fantástico. Raramente vi algo tão bom sendo feito de forma tão profissional. Sua meta é irrisória pelo mercado que temos aqui. Mas, se descobrirem que não é americano, ele não vai sair do lugar.”
Infelizmente, ele tem razão. Não adianta acrescentar uma bandeirinha no site e dizer que você também “fala inglês”, é preciso mais do que isso. É preciso estar lá, criar um networking por lá, conhecer os caras grandes de lá, estar perto de quem pode ser seu próximo comprador ou seu maior concorrente. É preciso ser um Brasileiro que nunca desiste na terra do Tio Sam.
Está fazendo algo grande que pode revolucionar o mundo? Pense que ele tem de sair primeiro dos EUA, depois ele ganha o mundo.
2 –Venture Capital – Todos da lista tiveram algum tipo de investimento de alguma forma para fazer a empresa crescer. Todos eles contam suas histórias com investidores. O Evan, do Blogger, contou que depois que recebeu o aporte, estimou mal e não tinha dinheiro para manter os servidores da empresa. Se não fosse um segundo round, teria quebrado sem ganhar nada.![]()
Eu sempre tive uma certa rejeição a fundos de VC, angels, etc. Sempre achei que alguém no seu cangote, que não está nem ai para seu projeto e só quer receber o dele de volta é loucura e muita pressão para o empreendedor. Mas raramente um projeto grande, consegue se manter grande sem investimento de alguma origem.
O Brasil está engatinhando no mercado de VC, as empresas que existem investem em empresas de médio para grande porte. Poucas investem em “startups” no estágio inicial de desenvolvimento, como é comum nos EUA.
Sem dinheiro a empresa dificilmente deslancha, é melhor ter 40% de uma coisa grande, do que ter 100% de uma coisa pequena. Pense nisso!
3 –Paixão Por Resolver Problemas – A origem das empresas do livro, foram basicamente de empreendedores que estavam atrás de resolver algum tipo de problema, para ele próprio ou alguma comunidade específica. O Blackberry nasceu depois de uma noite mal dormida, com seu filho, aonde ele pensou “eu precisava ter algo pra ver meu e-mail enquanto seguro meu filho no colo”.
4 – Persistência – Um fator comum a todos os caras que deram certo: persistência. Muitos ouviram “não” de investidores, colegas e família, mas mantendo seu ponto de vista cresceram. Quem desiste fácil não tem sangue para ser empreendedor, nem perca seu tempo.
5 – Preparo – Eles tinham preparo seja técnico ou gerencial para fazer a empresa decolar. E preparo significa entender que ele não é cara certo para gerenciar a empresa, sair de lado e deixar um CEO assumir.
Vejo bons projetos, de técnicos-empreendedores, que são excelentes em tecnologia, mas péssimos em gestão, marketing, vendas, relacionamento, etc. Um cara desses comandando uma empresa é insucesso na certa. Ele não tem o preparo para ouvir críticas, para ser questionado, para alterar o produto de acordo com o mercado, para contratar pessoas melhores que ele.
Veja alguns outros posts sobre esse assunto:
Falta tempo para os Empreendedores
Já está mais do que na hora de colocarmos o Brasil no mapa das grandes inovações e sucessos empresariais da Internet. Temos gente competente para isso e bons projetos acontecendo. Agora é Acontecer!
E você, qual sua opinião para fazer o Brasil acontecer de verdade na Internet mundial?
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Olá Christian, sou dono de um pequeno startup também, o Creative Jobs (www.creativejobs.com.br), é um portal que oferta jobs para profissionais criativos. Nossa meta é criar uma comunidade em volta do portal, mas o maior problema é receber investimentos.
Tentamos inscrever o projeto para receber uma verba da Finep, mas a burocracia é tamanha, e as barreiras são tão altas que acabamos desistindo.
Eu mesmo estou investindo dinheiro da minha empresa no projeto. Acho que o Brasil não está preparado para realizar investimentos em tais projetos.
Olá Christian,
Interessantes as suas colocações, e verdadeiras, me parece, ao menos quando se fala de empresas de tecnologia. Em outras áreas, as áreas mais tradicionais, como siderurgia, mineração, agronegócio, alimentos, o capital parece ser mais atraído para as empresas brasileiras, bem como essas empresas têm cada vez mais se expandido mundo afora. Parece que, nessas áreas, não estamos no lugar errado.
Quando se fala de tecnologia, porém, ficamos para trás. Será que essas áreas de ponta serão ocupadas sempre por EUA e afins, restando a nós uma possível liderança na economia mais tradicional?
Abraço,
Marcelo
[...] em comum No blog Mais Tempo, Christian Barbosa lista o que esses empreendedores têm em comum. Estavam no lugar certo, [...]
Acabei de ler o original Founders at Work e também estou lendo o Patent Yourself. Ambos livros destinados a quem quer iniciar o próprio negócio seguindo o modelo americano das startups que comprovadamente (em bilhões de dólares) funciona.
Estou na fase de fecundação da minha startup, ou seja, muita pesquisa pra tentar viabilizar a idéia. A execução começa em Julho de 2010 quando já estarão prontos o plano de negócios e um pedido de patente ao USPTO.
E o Brasil é um país absolutamente frustrante nesse ponto. Enviei e-mails para todo tipo de lugar até agora… empresas de Venture Capital, agentes de patentes, órgãos públicos, Angels Capital, Google, Microsoft, INPI.
Pra concluir… todas empresas e órgãos americanos (inclusive Kleiner Perkins – VC que startou Google e outros gigantes, CEO de empresas grandes como Salesforce.com), todos me responderam e foram solicitos e me deram ótimas dicas.
No Brasil… somente o INPI me atendeu por telefone e me deu informação. O resto… estou esperando até hoje as respostas dos e-mails. Fui 100% ignorado no Brasil. Aqui ninguém quer saber de startup. Isso não existe no Brasil.
Levantar uma empresa no Brasil é algo tão amador que não dá pra levar a sério. Sebrae, Incubadora de Empresa… isso tudo é piada. No fim das contas sem fluxo de caixa possitivo uma idéia no Brasil tem valor equivalente a lixo.
Olá Christian,
Recentemente abri uma empresa de desenvolvimento de soluções para Internet, e tenho um grande projeto inovador que pode mudar um determinado mercado brasleiro. Já apresentei meu projeto a dois investidores, sendo um deles o fundo Criatec do BNDES. Eles gostaram muito do meu projeto, e neste momento estou em fase de negociação.
Gostaria de saber se você pode me indicar alguns nomes de fundos de investimento do tipo semente que entendam o significado de inovação em Internet e estão abertos a novos investimentos.
Att.
Rodrigo
Rodrigo,
Se interessar conversar, eu tenho uma empresa de investimento – capital semente – em startups de tecnologia com o Tiago Aguiar (ex Aprediz do Roberto Justus). Se interessar de conversar me envie um e-mail.
amigo,
grande post
mas estou a procura de grandes projetos
quem tiver me comunique
tenho uns contatos bons
http://soounegocios.blogspot.com/
heroncosmo@gmail.com
att