5 razões porque as listas de "algum dia" não funcionam

 to_do_listRecebi um e-mail perguntando minha opinião sobre a técnica do GTD e da antiga TimePlanning, da lista que podemos fazer quando não queremos esquecer de algo e colocamos em uma lista de “algum dia” para fazer.

Eu já tentei usar essa abordagem e já vi pessoas tentarem usar e simplesmente não funciona na maioria do casos. Aqui as principais razões para você evitar essa prática:

1 – Lista de procrastinação - Esse é o nome correto da lista de “algum dia”. Você colocar coisas ali que acha legal e nunca acaba fazendo, ai passam os prazos, a coisa perde o sentido ou simplesmente não é mais possível de fazer.

2 – Sem prazo, sem ação – É muito provável que tarefas que ficam soltas nessa lista nunca sejam feitas, pois não há um prazo que você deseja executá-las. No mundo sem tempo que muitos vivem é quase uma utopia encaixar algo que não foi programado não é verdade?

3 – Pouca revisão – Se você não criar o hábito de revisar essa lista frequentemente, acaba não servindo para nada! E a tendência natural a esse tipo de lista é apenas crescer e raramente esvaziar.

4 – Não há associação com itens relevantes - Se uma tarefa qualquer na sua vida não estiver associada a algo que irá trazer um benefício na sua vida, você não a realizará espontaneamente. Por isso uma lista de atividades apenas fica sem relevância e por consequência sem execução.

5 – Não é para coisas práticas – Tudo que parece legal é colocado nessa lista e acaba tendo coisas na lista que você nunca realmente fará, se torna uma lista de sonhos distantes. Tipo aquele curso de apicultura que você acha interessante, mas nunca vai fazer.

10 Respostas

  1. Entendí…
    Sem prazo não dá…..

  2. Olá Christian,

    Esse foi um dos melhores posts dos últimos tempos.

    Essa idéia da lista “someday / maybe” é tentadora, mas nos dias de hoje não funciona mais. São tantas coisas acontecendo, que se tivermos uma lista dessas, sem prazos, sem objetivos, sem metas, elas nunca vão acontecer.

    O grande perigo é essas listas ficarem muito longas, cada vez mais impossíveis de se alcançar. Gerando frustração. Se transformam em um sonho que não acontece, só um sonho, frustrado.

    Eu já fui fã dessas listas, mas lendo seu texto refleti que elas me trazem mais frustação do que facilitam que eu realize coisas realmente importantes.

    Quem sabe quando o GTD foi criado, quando o mundo girava mais devagar, se usavam cartas e não emails, não existia celular, internet, etc, pode ser que até funcionasse. Hoje não mais… rs…

    Só espero que o D Allen não leia portugues… rs..

    Abraços, parabéns pelo blog, Miguel

  3. Miguel/ Christian,

    Tenho aprendido muito com o blog de ambos.

    Uma pergunta. Esta lista maybe/ someday é equivalente ao backburner itens do Action Method online? A cho queapesar de ser ineficaz pela ausencia de prazos, parece ser um recurso prático para esvaziar a mente.

    Abs.

  4. Olá Adoniram,

    Sim o conceito de backburner do Action é igual a lista de someday do GTD.

    O problema é sem data, sem execução.. vira um repositório de sonhos!

    Como sugestão para armazenar idéias ou coisas bacanas a fazer, use como um conhecimento, armazene o conteúdo em um repositório. Eu já falei sobre o conceito de KBASE aqui no blog.. mas depois faço um post fazendo a comparação..

  5. Christian, concordo com sua visão sobre a lista de Algum Dia/Talvez. Sobre a questão do prazo, a lei de Parkinson simplifica essa idéia.

  6. Gosta de lista de “algum dia/talvez” porque nela posso esvaziar a mente. Na verdade eu mudei seu nome para “idéias”. Assim, toda idéia maluca que tenho jogo lá.

  7. A questão realmente é polêmica!!!! Mas posso garantir que não funciona. Se você coloca as idéias malucas por lá, elas vão continuar a ser apenas idéias e ainda malucas… não há ação.. como dica, crie um projeto e defina algumas datas de revisão das idéias.. já ajuda. Ou faça um planejamento semanal que inclua a revisão desses itens.

  8. Acredito que o principal problema que você cita não é o conceito da lista em si, mas sim a falta de disciplina de quem a utiliza.
    O objetivo do método é esvaziar a mente e, se não tiver algum lugar onde possa armazenar idéias (possibilidades) futuras não vai conseguir esvaziar a mente de forma efetiva.
    Além de idéias, é o repositório que coloco livros interessantes, sugestões de presentes, etc… Tudo classificado por contextos.
    O problema é quando esta lista não é revista periodicamente. O ideal é que em intervalos de 15 a 30 dias todas as listas do GTD sejam revistas, eliminando o que virou lixo e programando aquelas idéias que se tornaram viáveis.
    Outra revisão bastante útil é para situações específicas, como feriados, ou férias, que vai ficar em casa e pode por em prática aqueles itens do “some day” que estão relacionados ao contexto pessoal.
    Enfim, particularmente acho útil desde que praticada com disciplina. Se considerar como uma caixa de depósitos para procrastinação, aí não há mágica que funcione.

  9. [...] 3 – ORGANIZAR – Significa definir os compartimentos certos para cada atividade previamente processada. As categorias básicas mencionadas pelo Allen em seu livro são: Lista de projetos ; Material de suporte a projetos, Ações e informações na agenda, uma lista Em Espera, Material de referência e uma lista Algum dia/talvez (esta última sobre a qual sou totalmente contra, veja aqui). [...]

  10. Olá Christian,

    Muito legal o seu site, acabei de chegar por aqui e já estou lendo há 3 horas.

    Gostaria de saber o que propõe para essa lista. Na sua visão, qual seria a melhor abordagem para a mesma ?

    Eu aplico a GTD e vou estudar mais sobre a Tríade a partir de agora para mesclar suas funcionalidades, como disse no artigo sobre comparação, concordo com a idéia de que a melhor é a que nos atende.

    Atualmente, uso muito o conceito da lei da inércia para tudo, que diz que o maior esforço é para colocar algo em movimento e que depois de estar em movimento, é mais fácil manter se movendo do que fazer esforço para parar. Costumo aplicar isso na lista Someday/Maybe, só vai pra lista após a definição da “próxima ação” e a execução da mesma, se ainda assim não quiser continuar agora, vai pra lista com uma data limite para se fazer mais uma próxima ação, como em um projeto.

    Desta maneira, as coisas na lista acabam, na maioria das vezes, caminhando.

    O que acha dessa abordagem ?

    Att.

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