Como persistir nos sonhos diante das frustrações diárias?

O leitor Carlos Alexandre, enviou uma pergunta que com certeza é comum a todas as pessoas pelo menos uma vez na vida. Vou dar a minha opinião sobre o assunto, se alguém puder complementar com dicas ou histórias pessoais, compartilhem nos comentários!

às vezes podemos fracassar durante a caminhada por problemas afetivos, de stress etc… Como podemos filtrar estas frustrações e acreditarmos novamente no futuro? Pois temos o planejamento, mas com os problemas diários podemos ficar sobrecarregados. Como lidar com essas questões para não prejudicarmos a nós e as outros que estão ao nosso redor? Abraços

Em primeiro lugar é preciso admitir e aceitar que a vida não é uma ciência exata. Óbvio, mas muitas pessoas custam a aceitar essa verdade universal. 

Isso não quer dizer que você deva deixar a vida conduzir você para algum lugar e não criar metas ou nada disso. Muito pelo contrário. Pela imperfeição da vida é que precisamos nos esforçar para criar nosso próprio futuro. E isso é função das metas e da correta gestão do seu tempo.image

Sem “sonhos->metas” não teríamos a esperança de dias melhores e isso seria extremamente frustrante. Por isso precisamos tê-las rodeando nossa vida. Agora quando deixamos de realizar nossos sonhos por causa das urgências, falta de planejamento, terceiros em nosso dia-a-dia a frustração pode ser intensa até depressiva.

O que eu acredito e aplico é:

Persistence1 – Eu planejo minhas metas no máximo de detalhes possível. Claro que não há condições de saber todos os passos ou todas as datas, mas sempre faço um ponto de revisão mensal pelo menos para ficar nos trilhos.

2 – Semanalmente eu coloco alguma atividade das minhas metas na agenda. Isso me dá a certeza que aos poucos a coisa vai andando. Quando a semana está tranquila, vai melhor, quando está enrolada se necessário adio para a próxima semana, sem culpa alguma.

3 – É preciso entender que existe uma linha muito tênue entre a persistência e a teimosia. Eu acho que persistência é acreditar e manter seu ritmo com algum tipo de resultado ao longo do tempo. Teimosia é insistir em uma coisa anos sem nenhum resultado prático. Se for teimosia, simplesmente aceite e remova a meta da sua vida.

4 – Existem algumas metas que são mais difíceis de serem alcançadas, as vezes tem terceiros envolvidos ou números ousados. Isso não pode significar que você estacione e não faça mais nada. Independente do andamento de uma meta, eu não paro as outras. Algo vai acontecer quando me coloco em ação, as coisas sempre fluem.

5 – Quando a meta não sai do lugar em geral o erro está em apenas dois lugares: especificação errada – ou seja, você definiu uma meta que não quer muito ou está além de qualquer possibilidade.

O outro lugar de erro (e mais comum) é o plano de ação, eu já falei milhares de vezes aqui no blog que executamos coisas pequenas (tarefas) com duração máxima de poucas horas. Metas que não andam, tem tarefas ou passos grande demais para execução, ai fica na contemplação.

6 – Sempre tem os “sem fé” que vivem dizendo: esquece isso, faz isso, seu maluco, etc. O que eu faço é agradecer a sua opinião sincera e sigo meu caminho (de preferência longe do pessimista). O que os outros pensam de mim é problema dos outros, certo?

 

Tenho um exemplo pessoal para compartilhar. Quando lancei o livro A Tríade do Tempo em 2004, eu sonhava em ter um lugar de destaque no tema e sabia que isso só seria alcançado com mídia sobre o livro. Defini que queria ter alguma matéria sobre o assunto de tempo relacionado ao meu livro em 10 revistas e 3 programas de TV.

Ok, era uma meta difícil e não dependia só da minha vontade, mas eu tive de criar toda uma estratégia para colocar o assunto de gestão de tempo na mídia (em 2004 pouco se ouvia falar sobre tempo). Contratei uma assessoria de imprensa, comecei a escrever artigos, lançar produtos, enfim fui fazendo o que estava em minha esfera da atuação.

Em 2008 consegui a Veja e em 2009 a Info, fechando as 10 revistas selecionadas. Mas estava difícil os programas de TV. O primeiro que eu queria era o Fantástico, o segundo era o Show Business do João Dória Jr. – que é meu cliente desde os 19 anos e sempre achei um modelo de empreendedor e de planejador (no livro A Tríade do tempo cito muito o João na fase de planejamento). O terceiro era o programa do Jô Soares, que depois do livro das mulheres, acabei trocando pela Marília Gabriela, pois é um programa muito inteligente,feito por uma mulher inteligente.

Ontem gravei para o João! Demorou exatos 6 anos para acontecer. Eu persisti, sabia que uma hora ia acontecer. E aconteceu. Não era teimosia porque estava tendo resultados com os outros programas, sabia que era uma questão de tempo. Agradeço muito a minha amiga Célia Pompéia, que proporcionou a realização desse sonho! Agora só falta Marília Gabriela, vamos ver quanto tempo vai levar!

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Viver não é simples, se fosse, seríamos “smurfs” vivendo em nosso mundo azul perfeito, com o Papai Smurf sendo o presidente e você seria casado com a Smurfeti. Se você não é um Smurf, precisamos de altas doses de persistência, planejamento, gestão do tempo, fé e paciência!

E você, tem alguma história de persistência com resultado ou teimosia anulada?

Goal Setting Process (by IQ)

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Vídeo – Planejamento de Urgências e Pessoas mal Planejadas

Porque tarefas NÃO precisam de lembrete!

Tenho ouvido essa dúvida constantemente nos cursos da Triad, no atendimento e suporte do Neotriad ou aqui pelo blog.

Eu sou o grande defensor das tarefas no seu dia-a-dia, e quando recomendo isso, as pessoas perguntam como colocar um lembrete no Notes, Outlook, Neotriad para lembrar que tem de executar aquela tarefa. A verdade é que tarefas não precisam de lembretes, vamos aos esclarecimentos:

O seu dia é uma tríade, composto por trêstaskicon tipos de atividades: reuniões (compromissos com hora marcada), informações (suas anotações/conhecimento) e tarefas (atividades que tem uma dia para serem executadas mas não tem um horário definido de início ou término).

A semana da maioria dos profissionais é em sua grande maioria composta por tarefas e não por compromissos (com exceção pessoas de vendas que estão sempre em clientes ou médicos de plantão,etc) e, infelizmente, as pessoas são acostumadas a marcarem seus compromissos e poucas tarefas no dia.

Quando começamos a focar na gestão do dia com tarefas, as pessoas ficam perdidas, pois as tarefas acabam se acumulando, ficam atrasadas e o pessoal se perde. Por isso todo mundo pergunta se não seria possível ter um lembrete para tarefas como tem nos compromissos.

Esse é o uso errado de tarefas. Eu já escrevi um post que o título era Se você não está em uma tarefa, você está desfocando. E essa é a mais absoluta verdade. Tarefa não precisa de lembrete porque elas guiam suas ações diárias, tudo que precisa ser feito deveria ser uma tarefa. Essa deve ser a tela em que você fica focado no seu Outlook ou Notes e não no e-mail como muita gente fica.

Se você precisa de lembrete para tarefas é porque está fazendo outras coisas fora de foco e não está seguindo a ordem do seu dia-a-dia.

Por isso que no Neotriad eu tenho o conceito de Meu Dia, que traz essa tríade de atividades mas foca principalmente nas tarefas, com prioridade de execução, duração e classificação da Tríade (importante, urgente ou circunstancial).

Pense sobre sua forma de execução no dia a dia e veja se você está trabalhando por tarefas ou por e-mail, lembranças, gritos, interrupções, etc, etc, etc

Coaching serve para alguma coisa?

Com a enxurrada de coaches entrando no mercado e divulgando esse tema por todo o lado, fica a pergunta: será que realmente investir em um processo de coach serve para alguma coisa?

Vou responder essa pergunta com minha experiência pessoal, pois estou no processo de coaching há 3 meses. Existem diversas modalidades de coach, o mais conhecido é o life coaching que ajuda você a definir coisas importantes da sua vida. No meu caso essa área já é super afinada e estamos trabalhando com foco no meu papel de CEO.

coachO meu trabalho na Triad consiste em pesquisar e desenvolver produtos, orientar minha equipe, definir a estratégia da empresa, me relacionar com clientes e fornecedores, estabelecer parcerias, contratar e demitir pessoas e principalmente o relacionamento com investidores. Qualquer diretor, gerente ou empreendedor deve passar pelos mesmos desafios.

Obviamente que existem áreas que são meus pontos fortes e outras meus pontos fracos, é ai que entra o papel do coach. Eu tenho muita clareza das minhas metas e objetivos, isso já é bem mapeado e logo na primeira sessão compartilhamos isso. O desafio é lidar com questões que sou fraco, como por exemplo no relacionamento com minha equipe (sou meio nerd e às vezes distante) e principalmente com algumas questões relacionadas aos Estados Unidos.

O processo é simples, o que mais eu gosto é que ela me pergunta um monte de coisas, que quase nunca tenho respostas mas que me fazem pensar. Eu tenho facilidade em pegar essas questões e traçar um plano de ação, o qual compartilhamos como uma equipe e delegação de tarefas no Neotriad.

Tenho diversos amigos coach, mas preferi uma pessoa com uma relação mais profissional e sem nenhum vínculo forte de amizade. Conheci a Flávia Muraro (flmuraro@gmail.com), quando ela era gerente de recursos humanos de um grande cliente nosso. Quando ela saiu e decidiu investir na carreira de coach, fui um dos primeiros clientes.

Vale a pena, ajuda, mas não espere milagres. Você é que precisa fazer por você, o coach só te ajuda a estruturar sua solução.

ps.: gostei tanto do processo que vamos criamos o Triad Coach para coaching com foco em produtividade pessoal.

Curso Triad Training 2/2

Temos 3 vagas disponíveis para o próximo Triad Training, em São Paulo no dia 2/2 com 1 ano de Neotriad incluso.

Esse é o nosso único curso aberto ao público que realizamos. O tema é administração de tempo e produtividade, onde exploro as 5 fases da metodologia Triad e abordo algumas estratégias de produtividade para líderes.

Maiores informações: http://www.triadedotempo.com.br/triad_training.asp

Como Lidar com Pessoas e Clientes Não Planejados

Uma pergunta que chegou tanto pelo twitter quanto pelo blog é sobre como lidar com pessoas e clientes que não sabem se planejar e são sempre urgentes, afetando o seu próprio planejamento.

A pergunta é boa e super pertinente para começo de ano. Para começar a responder precisamos classificar as urgências em dois tipos: as “imprevisíveis” – que são aquelas que simplesmente não há forma de prever, nascem urgentes, como problemas de saúde, quebras em equipamentos, acidentes, etc. Já a outra categoria de urgências são as “migratórias”, que migram da esfera da importância para a esfera da urgência (por negligência, falta de tempo, esquecimento, falha na comunicação, guerra de egos, etc).

A primeira categoria, das imprevisíveis, por mais que você não acredite, representa a minoria das urgências. Para este tipo de urgências em geral não há o que se fazer para prevenir, simplesmente elas acontecem e precisam ser resolvidas imediatamente.

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A segunda categoria é outra história, elas podem ser prevenidas na maior parte dos casos. O primeiro passo para lidar com urgências é entender que elas fazem parte do seu planejamento, na forma de alguma atividade de prevenção ou de espaço em tempo para resolvê-las.

O segundo passo, e mais interessante, é que a urgência acontece porque não conseguimos aprender com a mensagem subliminar que ela nos traz. Quando paramos para entender, a coisa muda de figura. Para isso sugiro que inicie o mapeamento das urgências, que além de identificá-las, este mapeamento permite que você analise o quanto é possível planejar e o quanto de tempo é necessário deixar livre para as coisas que surgem.

Uma forma simples de fazer isso é anotar em seu caderno, tudo que surgiu como urgência ao longo do seu dia. Se você tiver acesso a Internet, pode usar o Neotriad e classificar as atividades, para analisar posteriormente em seus gráficos.

Eu acompanho uma profissional de marketing de uma grande empresa brasileira, ela está abaixo da gerente e sofre todo tipo de urgências e interrupções no seu dia-a-dia. Após dois meses de análise conseguimos concluir que é inviável planejar mais do que 4hs por dia, pois ela recebe uma média de 5 horas diárias de urgências. Ela tem 9 horas para fazer as coisas importantes e dar tempo de absorver as coisas urgentes de um departamento de marketing, sem deixar de lado sua academia, tempo de ócio (ou preguiça como ela costuma falar) e para aprimorar na sua carreira.

Esse número é super variável de acordo com o profissional e também se alterna ao longo da semana. Não existe fórmula pronta, cada caso é um caso. Além dessa estratégia básica de mapeamento, separei algumas estratégias que usamos na consultoria de redução de urgências:

  • Mostre planejamento sempre, seja um modelo. Quanto mais perdido você estiver, mais sujeito as urgências será e menos moral terá de cobrar os outros.
  • Se a urgência está sendo gerada por falhas de comunicação, comece a redigir seus e-mails forma mais estruturada, com uma seção de próximos passos mais destacada. Nas reuniões ao terminar envie um e-mail com os itens discutidos e ações acordadas.
  • Se a urgência está sendo gerada pela ausência ou falha de processos, envie um e-mail ao seu gerente pontuado o problema e listando as últimas ocorrências da urgência.
  • Na sexta-feira de manhã, envie um e-mail ao seu cliente ou gerente com as possíveis coisas que podem se tornar urgências na próxima semana e proponha um plano de ação preventivo
  • Compartilhe com seu cliente seu processo interno e peça ajuda para que o processo atenda as suas necessidades de forma mais planejada
  • Faça um relatório mensal, com todas as demandas solicitadas por seu gerente/cliente que foram Importantes e outra coluna com as Urgências. Coloque suas sugestões para o próximo mês. Se possível, faça uma reunião com o cliente/gerente para expor esses dados. Esse tipo de abordagem mostra profissionalismo e a preocupação da empresa em um trabalho bem feito para ambos e funciona muito bem no lado dos clientes e fornecedores.

Vídeo: Promessas de Ano Novo

Esse ano vou começar uma série de vídeos aqui para o blog e para o portal Você com Mais Tempo. A periodicidade ainda não está definida, mas espero fazer 1-2 vídeos por mês.

A idéia é criar vídeos rápidos, simples e que respondam as perguntas mais freqüentes dos leitores ou assuntos recorrentes por aqui. A produção é bem caseira, esse primeiro foi gravado na minha sala na Triad Santos e o assunto são as promessas de ano novo.

Feedback e sugestões de temas são bem vindos!

 

Como escrever seu livro? Parte 2 – Conteúdo

Dando continuidade ao post sobre planejamento para escrever seu livro, nessa segunda parte vou abordar o principal fator de qualquer livro: seu conteúdo.

A escolha do tema central do livro é muito importante e o passo inicial para começar o trabalho. Na parte 1, citei que uso o modelo de Mapa Mental para planejar a execução do conteúdo, mas para chegar no Mapa eu preciso ter na cabeça sobre o que vou falar, linha de pesquisa, etc.

1 – Escolha  do Tema

Sem dúvida essa é a parte mais importante. O mercado está saturado de livros, muito raramente alguém consegue fazer uma coisa muito diferente do que já existe. O que não significa que se você fizer algo que já existe, não seja bom. Eu ando batendo muito na tecla do que o Michael Porter fala, que você não precisa ser o melhor. Você precisa ser único. goals-parte3

Eu nunca quis ser o melhor cara de gestão de tempo, nunca busquei  isso. Eu sempre quis ser o único cara que falava de gestão de tempo e dava algum tipo de ferramenta prática pra coisa não ficar só na teoria. O único a balizar minhas teorias em pesquisas estatísticas sobre uma base real no tema. Ninguém tem esse tipo de dado/informação e até alguém conseguir formar esse volume de dados, eu já criei outras coisas.

Brigar por ser o melhor é uma luta que nunca acaba, mas brigar para ser único te força a inovar, buscar coisas diferentes, agregar valor para o leitor.

O  livro precisa ter um ponto central e a partir dele criar os sub-itens que vão compor os capítulos e guiar sua linha de trabalho (ai você utiliza o modelo de mapas mentais que citei). Por exemplo:

No caso do Você Dona do Seu Tempo, o tema central era ajudar mulheres a terem mais produtividade independente da profissão de forma bem prática. Ser um livro gostoso e com muita profundidade no universo feminino.

No caso do Mais Tempo Mais Dinheiro, o tema central era unir esses dois assuntos de forma metodológica, com um roteiro de ações que ajudasse o leitor a conjuntamente melhorar nesses dois itens.

Demora pra chegar nesse ponto central, assim como desenvolver uma missão pessoal, a missão de uma empresa,etc. Torná-lo único é mais difícil ainda. A pergunta que você precisa responder é: Qual a missão que meu livro atende que o torna único?

2 – Pesquisa do Tema

Depois que você escolheu seu tema, vale dar uma pesquisa no que já existe ou referências sobre isso. Até para você se distanciar dos modelos anteriores.

A pesquisa do tema vai se construindo com o tempo. Quando coloco o tema na cabeça eu começo a fazer o seguinte para pesquisar sobre o assunto:

1 – Coloco no Google Alerts palavras chave sobre o temaspam3

2 – Faço uma pesquisa do assunto no google e me cadastro em uns 3-4 blogs sobre esse assunto ou correlacionados.

3 – Vou em sites de universidades americanas que realizam pesquisas nesse tema e envio e-mail para alguns departamentos para ver se tem algo novo.

4 – Aviso minha equipe Triad sobre o assunto e peço que me enviem qualquer coisa relacionada.

5 – Qualquer coisa que eu achar eu jogo pro Neotriad, como Informação, colocando associado no projeto do livro.

6 – Agendo 1 dia para revisar o material que tenho e associar com as minhas idéias. (em geral nesse momento já monto o mapa mental)

7 – Quando a coisa é legal eu já publico no meu blog também e depois já fica que quase pronto pra escrita do livro.

Eu deixo isso rolando durante a escrita do livro e depois, caso alguma coisa legal sobre a temática surja eu já fico antenado. Vale ressaltar que isso é apenas um apoio, pois informação demais pode te paralisar.

3 – Desenvolvimento do Tema

Eu já falei sobre como faço para escrever e revisar no outro post, nesse quero falar sobre a parte de texto bruto mesmo.

Cada escritor tem o seu próprio estilo, eu gosto de escrever como se estivesse falando para meu leitor na frente dele, de forma bem direta, fácil entendimento e suave. Bem coloquial.

Eu odeio ler livros aonde o autor parece ser um professor de Mestrado quando escreve. Eu adoro o Falconi, é sem dúvida o Peter Drucker brasileiro, excelente de palestra, agora escrevendo eu não gosto do seu estilo. Ele escreve como se estivesse dando aula, é chato e muitas vezes o entendimento fica superficial. Cita demais outros autores no meio do texto e foge de aprofundar o ponto no meio da explicação.

Na minha opinião, acho que o texto de um livro de gestão ou auto-ajuda (que parece que não, mas tem muito a ver no estilo) precisa ser composto de um ciclo básico:

  1. Apontar o problema
  2. Justificar com dados
  3. Propor uma solução
  4. Mostrar cases de resultados, validando a solução
  5. Criar um modelo de aplicação super prático que o leitor faça agora e não apenas fique teorizando

O livro A Tríade do Tempo é um livro na linha de gestão, tem muitos dados, cases, pesquisas, metodologia, anexos, etc. O livro Você Dona do seu Tempo é auto-ajuda, tem histórias de mulheres, lições de vida,etc Mas ambos seguem o mesmo esqueleto acima.

Essa seqüência ajuda a montar a estrutura do capítulo, e me permite concluir 1 capítulo por semana, conforme citei no planejamento.

O escritor e consultor Stephen Kanitz, publicou nessa semana um post exatamente nessa linha que estou escrevendo e ensina como ele (um escritor realmente profissional) escreve, vale a pena a consulta.

No último post dessa série vou falar da parte mais importante: como vender seu texto para a editora e seu marketing pessoal pós-livro. Até lá!